Pimenta Preta Tellicherry
O Pimenta do Reino Tellicherry é originário da Índia. É um dos pimentões mais antigos do mundo. A pimenta Tellicherry tem um grão marrom muito bonito com odores vegetais. Seu paladar é um casamento entre cítricos e solo superficial. Uma pimenta delicada, intensa, profunda e picante. Para ser usado em rosbife, papilottes de sardinha, salmão refogado, carnes grelhadas.
- Poder da pimenta: 6/10
- Notas principais: solo superficial e citros
- Uso: Pimenta para carnes vermelhas, carnes brancas, legumes e carnes grelhadas
- Origem: Índia
Compre a melhor qualidade de pimenta Tellichery da costa de Malabar ao melhor preço por quilo. É uma das melhores e mais antigas pimentas do mundo. É um Grand Cru de pimenta.
Pimenta Preta de Tellicherry
O grand cru da costa do Malabar
« Feche os olhos, morda um único grão: a madeira chega primeiro, depois o limão, a toranja, e finalmente aquele calor que se instala e perdura. É esta viagem que lhe quero proporcionar em cada encomenda. »
Grau TGSEB
Tellicherry Garbled Special Extra Bold: uma seleção criteriosa das maiores e mais belas bagas.
Sabores complexos
Um picante intenso e duradouro, suportado por notas profundas de citrinos — limão, toranja — e madeira.
O berço das especiarias
Originária da costa do Malabar, no Kerala, cultivada tradicionalmente há séculos.
O que verá neste vídeo
A apresentação da pimenta preta de Tellicherry por Arnaud Sion: descubra o calibre excecional dos grãos TGSEB e a sua história fascinante na rota das especiarias.
Existe uma terra, na Índia, que os portugueses apelidaram outrora de berço das especiarias. Uma terra de pimenta, uma terra de baunilha: a costa do Malabar, no estado do Kerala. É de lá que vem a pimenta preta de Tellicherry — um dos grandes crus da pimenta mundial, aquele que é citado no mesmo fôlego que Kampot ou Sarawak quando falamos de pimentas que realmente importam.
Sou Arnaud Sion, criador do Comptoir de Toamasina. Seleciono pimentas desde 2010 e testei este Tellicherry durante anos na minha própria cozinha, com o chef Arnaud do Apogée Bar, antes de o considerar digno de ostentar o título de grand cru na nossa loja. Não sou importador: compro esta pimenta na Europa a um fornecedor de confiança, e sou eu que controlo para garantir que cada lote passou por uma secagem tradicional — nunca mecânica.
O que procuro com esta página não é simplesmente vender um saco de grãos pretos. É fazê-lo sentir, antes mesmo de provar, o momento em que uma pimenta deixa de ser um mero condimento para se transformar numa experiência que apetece partilhar à mesa.
Ficha técnica
O que recebe
Grãos inteiros de pimenta preta Tellicherry, grau TGSEB, com a caraterística capa enrugada cor de chocolate.
- EspéciePiper nigrum
- OrigemCosta do Malabar, Kerala, Índia (região de Thalassery)
- GrauTGSEB — Tellicherry Garbled Special Extra Bold
- AspetoGrão grande, cor de chocolate com reflexos avermelhados, enrugado
- SecagemTradicional, nunca mecânica
- PerfilAmadeirado, citrinos (limão, toranja), picante duradouro
- EmbalagemFrasco, quilo, moinho recarregável, caixa do mundo
- Conservação após aberturaCerca de 2 anos
Os nossos preços
- Frasco descoberta — 7,50 €
- Quilo (ideal para restaurantes e chefs) : 36,93 €
- Moinho recarregável — 9,10 €
- Caixa de pimentas do mundo, que inclui esta Tellicherry
O formato ao quilo, ideal para ser consumido nos dois anos após a abertura, é a escolha da maioria dos nossos restaurantes clientes.
Análise Sensorial Comparativa
Tellicherry vs Sarawak vs Kampot
Três grandes crus de pimenta preta, três formas de ser excecional
Nota de Arnaud : « A Sarawak atinge com mais força, a Kampot dura mais tempo no paladar. Já a Tellicherry ganha no equilíbrio: é a única das três que proporciona tanto notas de fruta/cacau como de citrinos, sem nunca sacrificar uma pela outra. Isso torna-a, a meu ver, a pimenta mais versátil das três — tão à vontade na carne como numa sobremesa de chocolate. »
Tellicherry · Sarawak · Kampot
A pimenta mais antiga do mundo: a sua história
A pimenta de Tellicherry TGSEB é uma especiaria excecional originária da costa do Malabar, especificamente da cidade portuária de Thalassery. A pimenta preta, Piper nigrum, foi uma das primeiras especiarias a chegar à Europa — muito embora vários registos históricos atribuam esta anterioridade à pimenta longa, que circulava abundantemente na Roma Antiga. É uma nuance justa a ter em conta, mais do que uma certeza absoluta.
É considerada uma das pimentas mais afamadas do globo, e não é por acaso: no tempo dos grandes navegadores portugueses, esta pimenta já crescia de forma selvagem nesta costa, antes de começar a ser cultivada gradualmente, sem recurso a pesticidas, em cenários deslumbrantes. Nessa altura já era colhida imediatamente antes da sua maturação total — uma prática que, no fundo, pouco mudou até aos dias de hoje.
A cultura da pimenta na Índia continua hoje muito próxima de um cultivo semi-selvagem: as trepadeiras alcançam até 10 metros de altura, e os seus frutos nascem em cachos com cerca de dez centímetros, sempre colhidos à mão. A costa do Malabar é apelidada de «costa das especiarias», título mais do que merecido: em 1708, os ingleses construíram aí o forte de Thalassery para controlarem o próspero comércio de especiarias — marcando simbolicamente os primórdios do Império colonial britânico na Índia.
A sigla TGSEB significa « Tellicherry Garbled Special Extra Bold »: designa uma seleção rigorosa das maiores e mais deslumbrantes bagas, habitualmente oriundas da região natural de Periyar, na costa do Malabar, e colhidas à mão após um processo de secagem tradicional. Estes grãos de cor achocolatada, com tons avermelhados, são de uma raridade e qualidade extraordinárias.
O sabor da pimenta Tellicherry
No nariz, os grãos de Tellicherry — de dimensões generosas — surpreendem pela sua delicadeza: apresentam subtis notas amadeiradas, quase doces. É na boca, contudo, que tudo se transforma.
O ataque é fulgurante e poderoso. As notas amadeiradas e vegetais rapidamente cedem lugar a aromas de citrinos — limão e toranja, com uma ligeira acidez. Segue-se então o picante: moderado mas de uma intensidade notável, uma garra e um vigor que instalam um calor duradouro, daqueles que persistem muito após a última garfada.
As suas notas frutadas e cítricas, aliadas à suavidade da madeira, tornam-na na pimenta ideal quer para realçar pratos salgados, quer para elevar sobremesas de chocolate — uma polivalência que muito poucas pimentas pretas ousam reivindicar. É uma pimenta que não deixa ninguém indiferente, uma daquelas que temos a vontade imediata de dar a provar aos nossos entes queridos, apenas para observar as suas expressões quando o picante finalmente ataca.
Porquê e como torrar a pimenta Tellicherry
A torrefação enaltece os sabores da pimenta preta: o calor liberta e intensifica os óleos essenciais alojados no núcleo do grão, num processo muito semelhante ao do cominho ou de outras especiarias inteiras. Trata-se de uma técnica ancestral, adotada tanto por chefs de renome como por meros entusiastas.
A técnica de Arnaud, passo a passo
- Aqueça uma frigideira em lume médio.
- Se tenciona grelhar carne, deite um fio de óleo ou azeite na frigideira — este irá absorver o perfume e a potência aromática da pimenta. Caso não cozinhe carne, mantenha a frigideira seca.
- Quando a frigideira estiver bem quente, deite os grãos de pimenta: calcule cerca de 3 g para 4 pessoas.
- Garanta que os grãos não ficam sobrepostos ou colados uns aos outros.
- Agite a frigideira pontualmente para conseguir uma torrefação homogénea.
- Após um ou dois minutos, quando a pimenta começar a estalar como pipocas, retire-a e deite-a sobre papel absorvente para secar. Se for cozinhar carne, é a altura ideal para a selar nessa mesma frigideira.
- Em seguida, esmague grosseiramente os grãos torrados.
- Polvilhe os grãos torrados sobre o prato mesmo antes de servir.
A temperatura deve manter-se estável em toda a base da frigideira durante o processo — só assim se assegura uma torrefação regular, evitando que alguns grãos queimem e outros fiquem crus.
Como usá-la na cozinha criativa
Qual a quantidade a utilizar? Use entre 1 a 2 gramas, ou seja, cerca de 3 voltas de moinho — dependendo, claro, da preparação, mas é uma excelente medida para uso diário.
A Tellicherry trabalha-se de duas formas: esmagada ou moída. O chef Arnaud aconselha esmagá-la grosseiramente para pratos quentes — idealmente após torrefação — e a versão moída fina para preparações frias, como vinagretes ou marinadas.
Peixe
Carne & molhos
Legumes no forno
Bife
- Peixe: uma colher de chá de Tellicherry esmagada sobre filetes de dourada antes de cozinhar — uma receita que partilhámos no blogue em 2018, incrivelmente simples e divinal.
- Carne e molhos: esmague grosseiramente uma colher de chá de grãos para um molho de pimenta caseiro. Temos o vídeo no nosso canal.
- Legumes: torre e esmague uma colher de chá de grãos sobre batatas ou batata-doce assadas no forno.
- Bife: uma volta do moinho no exato final da cozedura, para conseguir um calor e picante que elevam o sabor da carne.
- Massas: o toque de mestre em esparguetes simples ou em saladas de massa fria.
- Sobremesa: atreva-se a usá-la num petit gâteau de chocolate com o interior derretido — as suas notas botânicas e cítricas transportam o paladar numa viagem inesquecível.
Doze receitas para viajar com a Tellicherry
O chef Arnaud revela as suas receitas de eleição para mostrar todo o potencial deste grand cru.
- Bife de pimenta Tellicherry: grelhar 3 minutos de cada lado, temperando depois com pimenta acabada de moer — torrada previamente se tiver disponibilidade. Regue com um molho de pimenta caseiro.
- Sopa picante de abóbora: uma pitada de Tellicherry moída, a par de curcuma ou cominhos — e, para quem for curioso, uma pontinha de maniguete para revolucionar a receita.
- Camarões grelhados: camarão descascado, azeite, Tellicherry esmagada e um toque de sal grosso, levados à grelha e servidos sobre uma cama de arroz.
- Frango assado: Tellicherry em pó, sal e manteiga derretida aplicada por baixo da pele, guarnecido com sálvia, alecrim ou tomilho conforme a disposição, indo ao forno durante cerca de uma hora.
- Salteado de legumes da época: cenouras, batata-doce, curgetes e pimentos, envoltos em azeite e Tellicherry moída, alourando suavemente.
- Pipocas picantes à brasileira: pipocas acabadas de fazer, uma pontinha de Tellicherry moída e manteiga fundida — o aperitivo soberbo para uma sessão de cinema.
- Lombo de bacalhau em leite de coco: poderá consultar a receita integral no nosso blogue.
- Tarte de espargos verdes: espreite esta delícia no nosso blogue.
- Risoto de espargos: veja a descrição completa no blogue.
- Caril à indiana: uma dedicatória autêntica ao terroir da Tellicherry, muito em breve divulgada na nossa página.
- Carpaccio de vaca: umas quantas passagens do moinho por cima de lascas muito finas de carne crua, azeite virgem extra e lascas de parmesão — o ardor da Tellicherry complementa a leveza da carne na perfeição.
- Ganache de chocolate negro e Tellicherry: polvilhe os grãos moídos na hora sobre a ganache para enaltecer e alargar as notas a cacau típicas desta pimenta.
Como conservar a pimenta Tellicherry
- Recipiente estanque — um frasco em vidro ou lata em aço inoxidável — para a isolar do ar e da humidade e evitar que dissipe as suas essências, sobretudo no caso da embalagem ao quilo.
- Sempre longe da luz solar direta, pois esta prejudica a tonalidade e degrada os seus voláteis. Guarde-a num armário fresco e sombrio da despensa.
- Nunca a mantenha moída: reserve os grãos na sua integridade natural e esmague apenas no preciso instante do consumo.
- Longe de fontes de calor intensas, tais como proximidade ao fogão, forno ou janelas soalheiras.
Como substituir a pimenta Tellicherry
É uma tarefa árdua encontrar uma pimenta negra com igual densidade aromática. Enumero contudo algumas alternativas seguras, ressalvando as suas diferenças.
| Pimenta | Perfil | Detalhe a ter em conta |
|---|---|---|
| Pimenta preta da Tanzânia | Aflorada e frutada, calor macio e acolhedor | Possui maior grau de picante: deve ser usada com alguma moderação face à Tellicherry |
| Pimenta do Malabar (sem calibração TGSEB) | Sabor a terra, mordaz, ligeira doçura no fundo | Partilha a proveniência da Tellicherry, mas carece do rigoroso processo de triagem TGSEB |
| Pimenta preta de Kampot | Intrincada, com traços de mel, flores e citrinos | O aspeto preto resplandecente e um final de boca prolongado justificam que seja considerada por muitos a melhor pimenta do planeta |
| Pimenta preta de Madagáscar | Viva, muito quente, toque refrescante a citrinos | O artigo mais popular no Comptoir de Toamasina |
| Pimenta selvagem Voatsiperifery | Lembra o sub-bosque, fetos, a ardência quase nem se dá por ela | A grande aposta do chef Arnaud para enriquecer uma mousse de chocolate, ou para pratos do princípio ao fim da refeição |
Atendendo a que cada especiaria ostenta as suas nuances muito específicas, aconselho-o vivamente a experimentar estas alternativas até descobrir qual casa melhor com as suas especialidades.
Perguntas frequentes
O que significa o grau TGSEB?
A Tellicherry deve ser esmagada ou moída de forma fina?
Qual a vantagem de levar a pimenta a torrar antes do uso?
Que dosagem de Tellicherry aplico no meu prato?
As sobremesas combinam mesmo com a pimenta de Tellicherry?
Por quantos anos consigo usufruir da pimenta Tellicherry em boas condições?
« A pimenta Tellicherry não é daquelas iguarias para a vulgar lista de mantimentos de supermercado. É a especiaria requerida pelos peritos, a dádiva formidável em datas festivas e o artigo insubstituível que marca a individualidade e a qualidade de um repasto sublime. »
Encomendar a minha TellicherryGrau TGSEB · Secagem à sombra natural · Selecionado pelo próprio Arnaud Sion
- País nativo
- Índia
- ESPÉCIES BOTÂNICAS
- Piper negra
- INGREDIENTES
- Pimenta Preta Tellicherry
- PODER
- 6/10
- ALÉRGENO
- Ausência
- POSSÍVEIS TRAÇOS DE ALÉRGICOS
- Nenhum
- EMBALAGEM
- Garrafa ou Saco
- Preparação / Entrega
- Preparação em 24 horas - Entrega em 48 horas